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Inflação dos alimentos no Brasil tem raízes estruturais

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Preços sobem mais em produtos frescos devido a fatores econômicos permanentes.

A alta dos preços dos alimentos no Brasil não é fruto apenas de variações temporárias, mas reflete problemas estruturais da economia nacional, aponta estudo recente. Produtos frescos, como frutas, carnes e legumes, sofreram aumentos muito maiores que os alimentos industrializados, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

Entre 2006 e 2025, o custo da alimentação subiu 302,6%, enquanto a inflação geral ficou em 186,6%. Desta forma, os alimentos ficaram 62% mais caros que a média dos preços do país. A disparada é especialmente notável em itens in natura, com frutas subindo 516%, carnes quase 484% e tubérculos mais de 359%.

O levantamento explica que essa tendência está ligada ao modelo econômico vigente, que dificulta a queda dos preços mesmo após crises ou quedas nos custos, como os dos combustíveis. Além disso, alimentos industrializados, com cadeias produtivas mais concentradas e insumos padronizados, apresentam menor volatilidade de preços, o que explica sua valorização menor.

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Essa disparidade acaba afastando as famílias dos produtos mais saudáveis, que ficam mais caros, em direção aos ultraprocessados, mais acessíveis e estáveis no preço. A mudança no padrão de consumo revela uma consequência direta da inflação alimentar estrutural que o país enfrenta.

Com informações do Agora RN.

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