A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciou a adoção de medidas administrativas e judiciais para investigar os incidentes violentos que ocorreram nesta segunda-feira, 19, no Campus Central, em Natal. A instituição informou que o ato, realizado sem autorização, causou danos ao patrimônio público, ameaçou a comunidade acadêmica e interrompeu as aulas e atividades administrativas.
A mobilização, intitulada “UFRN anti-Lula”, culminou em conflitos entre grupos bolsonaristas e estudantes de esquerda nas proximidades do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV. Vídeos da situação mostram cenas de agressões físicas, incluindo socos e empurrões entre os manifestantes.
A administração da UFRN expressou seu “mais veemente repúdio aos atos de violência”. A nota oficial destacou que a manifestação utilizou equipamentos sonoros e fogos de artifício, além de ter gerado ameaças à integridade dos membros da universidade. A administração da UFRN afirmou que tomará as devidas providências para responsabilizar os envolvidos, dada a gravidade das ocorrências.
Embora a universidade reconheça a divergência de opiniões como parte da vida acadêmica e do exercício democrático, enfatizou que isso não justifica qualquer forma de intimidação ou violência. A UFRN reafirmou seu compromisso com um ambiente de respeito, diálogo e liberdade de expressão, condenando a violência que ocorreu durante o ato. A manifestação contou com a presença de parlamentares e também provocou um contraprotesto por parte de estudantes que apoiam o presidente. Durante os confrontos, alguns participantes relataram agressões, incluindo um estudante que teve um dente quebrado. As versões sobre o início da confusão variam entre os grupos envolvidos, refletindo a polarização do debate político. A situação atraiu a atenção da Polícia Militar e da Justiça Eleitoral, que investigam a possibilidade de propaganda irregular em espaço público.