A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte está na sua fase final, a poucos dias da eleição marcada para domingo (4). A disputa, que começou com um cenário distinto, agora se transforma com o foco em temas relevantes como saúde, segurança pública e infraestrutura, além de reflexões sobre a disputa presidencial.
Nas últimas semanas, os candidatos abordaram questões como educação, geração de empregos e desenvolvimento econômico, enquanto a influência da eleição presidencial se fez notar nos debates. Recentemente, duas candidaturas foram retiradas, com Rodrigo de Bolsonaro (Agir) anunciando apoio a Álvaro Dias (PL) e o PSOL retirando Robério Paulino para apoiar Cadu de Lula (PT). Com essas mudanças, restam sete candidatos na corrida pelo governo.
Durante a campanha, a saúde pública se destacou como um dos tópicos mais discutidos. Questões relacionadas ao Walfredo Gurgel, filas de cirurgias e a descentralização dos serviços de saúde foram recorrentes. Álvaro Dias prometeu reformar o Walfredo Gurgel e criar uma Policlínica da Mulher, enquanto Allyson Bezerra se comprometeu a zerar a fila de cirurgias eletivas. Cadu de Lula, por sua vez, apresentou o programa “Saúde no Tempo Certo”, defendendo melhorias e parcerias com o governo federal.
A segurança pública também esteve em pauta, com propostas que envolvem aumento do efetivo policial e tecnologias de videomonitoramento. Cadu e Allyson apresentaram planos para reforçar as forças de segurança e combater facções criminosas, enquanto Álvaro defendeu a integração das polícias para um combate mais eficaz ao crime organizado. O sistema prisional, especialmente as fugas no Complexo de Alcaçuz, foi um dos principais pontos de debate.
Na área de infraestrutura, os candidatos buscaram apresentar soluções para problemas de mobilidade e desenvolvimento. Cadu mencionou a duplicação de rodovias importantes, enquanto Allyson propôs a construção da terceira ponte sobre o Rio Potengi. Álvaro também defendeu melhorias no licenciamento ambiental para atrair novos investimentos. A engorda da Praia de Ponta Negra foi um tema recorrente durante os debates.
A educação, com foco no ensino integral, foi abordada como uma estratégia para prevenir a criminalidade. Álvaro propôs transformar todas as escolas estaduais em unidades de tempo integral, enquanto Cadu enfatizou a formação de mão de obra para setores estratégicos. Allyson apresentou iniciativas para qualificação de jovens em áreas de tecnologia.
Em relação ao emprego e desenvolvimento econômico, os candidatos buscaram conectar suas propostas à infraestrutura e a um ambiente favorável para negócios. Cadu defendeu incentivos fiscais e investimentos em energias renováveis, enquanto Allyson falou sobre liberdade econômica. Álvaro concentrou suas propostas na promoção do turismo e na interiorização dos destinos.
A gestão pública e a situação financeira do estado foram temas que geraram debates acalorados, com os candidatos utilizando suas experiências para criticar adversários e defender suas propostas. A discussão sobre a capacidade de investimento do estado permeou muitos dos confrontos, refletindo as diferentes visões sobre a administração pública.
Por fim, a polarização da disputa presidencial influenciou a campanha estadual, com candidatos se alinhando a figuras políticas nacionais. A desistência de Rodrigo de Bolsonaro e Robério Paulino alterou o cenário da disputa, que agora apresenta uma nova configuração, com saúde, segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico como temas centrais nas discussões finais.