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Fim da escala 6×1 gera preocupação entre empresários sobre custos

Mudança na jornada de trabalho pode impactar empregos e preços, afirmam entidades do setor.

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Reação empresarial ao fim da escala 6×1 expõe temor com custos

O recente fim da escala 6×1 tem provocado um alvoroço entre os empresários, que apontam preocupações em relação aos custos operacionais, aumento de preços e possíveis demissões. Na última quarta-feira, 14, associações industriais manifestaram descontentamento com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que altera a jornada de trabalho.

A proposta, aprovada com 75 votos a 1, estabelece uma redução gradual da carga horária máxima de 44 para 42 horas semanais, e posteriormente para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi uma das principais vozes contrárias à mudança, alertando que isso pode resultar em perdas econômicas e um repasse de custos para os consumidores, além de gerar pressão inflacionária.

Em declaração, o presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que o setor aguarda uma nova discussão caso os efeitos adversos se tornem evidentes após a implementação da PEC. A confederação destaca a necessidade de considerar as particularidades de cada setor e as diferentes capacidades produtivas das empresas ao promover alterações na jornada de trabalho.

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Por outro lado, algumas vozes do setor empresarial trouxeram relatos positivos. O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) mencionou que a mudança para a escala 5×2 em suas empresas resultou em aumento da produtividade e atração de novos trabalhadores. Essa perspectiva é defendida por quem apoia a PEC, embora os resultados possam variar de acordo com o setor e a estrutura da empresa.

As centrais sindicais, por sua vez, comemoraram a aprovação, destacando que a nova jornada pode beneficiar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. No Rio Grande do Norte, a adaptação será particularmente relevante para o comércio e serviços que operam nos finais de semana, exigindo reestruturação nas escalas de trabalho. As novas regras entrarão em vigor dois meses após a promulgação da emenda, permitindo que as empresas se ajustem às novas exigências.

Com informações de Agora RN