As doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de óbitos globalmente, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os fatores comportamentais e metabólicos são considerados controláveis e, portanto, merecem atenção especial.
Embora a alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos sejam frequentemente destacadas como essenciais para a saúde do coração, a qualidade do sono não recebe a devida relevância. Dormir mal ou ter um sono de baixa qualidade de forma contínua pode afetar negativamente a saúde cardíaca.
O cardiologista Nelson Solano, do Hospital do Coração no grupo Athena Saúde, em Natal, enfatiza a importância de observar a relação entre sono e saúde cardiovascular. Ele alerta que a má qualidade do sono, quando se torna frequente, não se traduz apenas em cansaço, mas pode estar ligada a riscos aumentados de problemas cardíacos. Solano destaca que o sono é fundamental para o equilíbrio do organismo e que sua qualidade deve ser parte da estratégia de prevenção.
Embora uma única noite de sono ruim não cause diretamente doenças cardíacas, a repetição desse padrão, aliada a outros fatores de risco, é preocupante. Hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e alimentação inadequada estão entre os principais contribuintes para doenças do coração, junto ao estresse e à falta de sono reparador.
Analisar o padrão de sono pode ajudar a identificar a necessidade de mudanças na rotina. Solano ressalta que, ao invés de encarar o sono como um fardo, é vital compreender sua importância no cuidado integral da saúde. Uma rotina de sono adequada deve ser considerada um hábito essencial para a proteção do organismo.
Para garantir um sono reparador, é crucial que o ambiente de descanso seja propício, com pouca luz, silêncio e longe de telas. Assim, cuidar da saúde do coração envolve um olhar atento a todos os aspectos da rotina, incluindo o momento de descanso ao final do dia.