A defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, se manifestou nesta quarta-feira, dia 30, após seu depoimento no inquérito que investiga “A Turma”, um grupo acusado de intimidar adversários do banco. Os advogados alegaram que as mensagens analisadas pela Polícia Federal, consideradas ameaçadoras, são, na verdade, desabafos isolados, mal interpretados e tirados de contextos pessoais.
Durante um depoimento virtual que durou cerca de duas horas, Vorcaro teve a oportunidade de esclarecer sua posição. A defesa destacou que “jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja”. As declarações emitidas no grupo, segundo os advogados, foram feitas em momentos de indignação e não resultaram em ações concretas que pusessem alguém em risco.
Além disso, a defesa ressaltou que a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou uma nova prisão de Vorcaro em março, mencionava mensagens em seu celular que faziam alusão à violência em relação ao jornalista Lauro Jardim, do O Globo. A equipe jurídica reiterou que essas mensagens não refletem uma intenção real de ameaçar ou intimidar.