A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está intensificando suas estratégias digitais, reunindo influenciadores de esquerda e jovens eleitos em seu comitê em Brasília. Este movimento ocorre no contexto de críticas do próprio Lula, que descreveu a atual campanha como a “menos organizada” desde que entrou na política em 1989.
Na quarta-feira, 7, Lula se encontrou com os novos parlamentares, como Guilherme Cortez (PSOL-SP), Ana Elisa (PT-MG) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR), para discutir formas de aprimorar a presença online durante o segundo turno das eleições, que se estenderá até sexta-feira, 9. O presidente expressou suas preocupações ao presidente do PT, Edinho Silva, mencionando que a campanha poderia ter sido mais eficaz.
“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade, poderíamos ter feito mais”, disse Lula, enfatizando a necessidade de uma maior organização. O grupo está estruturando uma força-tarefa digital com o objetivo de alavancar o desempenho do candidato nas redes sociais, implementando sugestões de aliados sobre novas abordagens e formatos de comunicação com os eleitores.
Uma das primeiras ações dessa nova estratégia foi a publicação de vídeos em formato de selfie por Lula e seu vice, Geraldo Alckmin. Essa ideia foi sugerida pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). As postagens incluem convites aos apoiadores para que se mobilizem nas ruas e questionamentos sobre a posição de Flávio Bolsonaro em relação a propostas relevantes. Além disso, a campanha reafirma seu lema: “Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão”.
A coordenação nacional do PT também está considerando a criação da “Rede para o Futuro”, que visa conectar influenciadores e jovens eleitos em uma rede de atuação digital. Inspirada na Rede da Legalidade de 1961, a proposta busca utilizar as redes sociais como um meio de mobilização. As discussões sobre essa iniciativa estão em andamento nas reuniões do partido. Paralelamente, a equipe avalia a agenda de viagens de Lula, que deve iniciar no Rio Grande do Norte, com uma caminhada em Natal no sábado, 10, seguida por comícios no Sudeste.