Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, revelou a interlocutores que estima contar com pelo menos 48 votos para sua reeleição em fevereiro de 2027. O apoio, se confirmado na votação secreta, supera os 41 votos necessários para a escolha da nova Mesa Diretora.
A informação foi divulgada pela CNN Brasil e destaca que Alcolumbre ainda não apresentou publicamente a lista de senadores que o apoiam. Portanto, o número é uma projeção política e não um compromisso formal. O cálculo foi realizado logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um Senado que terá o PL como a maior bancada em 2027, com 29 dos 81 senadores, enquanto o PT terá dez cadeiras.
Mesmo com a ampliação da bancada do PL, isso não garante ao partido o controle da presidência do Senado. Para eleger um candidato sem o suporte de outros partidos, a sigla precisaria de pelo menos 12 votos adicionais. O senador Rogério Marinho, do PL, é um dos nomes que cogitam a sucessão, defendendo mudanças na relação entre o Senado e o STF.
Alcolumbre também afirmou que não pretende colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes. Essa posição vai de encontro a uma das principais bandeiras da oposição. A Constituição exige que o Senado julgue ministros do STF por crimes de responsabilidade, mas para que um pedido avance, ele deve ser aceito pela presidência da Casa.
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com votação secreta e a necessidade de maioria absoluta. Alcolumbre já ocupou a presidência do Senado entre 2019 e 2021 e retornou ao cargo em 2025, com 73 votos. A nova composição evidencia a mudança nas alianças políticas após a eleição presidencial.