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14 policiais para vigiar 1.796 presos: sindicato diz que falta de efetivo abriu caminho para fuga em Alcaçuz

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Foto: Divulgação/Seap

SEGURANÇA | O Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, voltou ao centro das discussões sobre a segurança do sistema prisional do Rio Grande do Norte após o Sindicato dos Policiais Penais do Estado (SINDPPEN) apontar problemas no efetivo e na estrutura da unidade.

Segundo a entidade, atualmente 14 policiais penais são responsáveis pela custódia de aproximadamente 1.796 presos no complexo. A proporção chega a cerca de um agente para cada 128 internos.

A situação também seria crítica no Pavilhão 4, onde, conforme o sindicato, apenas quatro servidores ficam responsáveis por cerca de 960 custodiados. Diante da falta de efetivo, até visitas sociais teriam sido canceladas em determinados momentos para que os servidores pudessem priorizar ocorrências médicas e outras situações consideradas urgentes.

A presidente do SINDPPEN, Vilma Batista, afirmou em entrevista à Jovem Pan News Natal que a deficiência no número de policiais penais também prejudica a realização das vistorias nas celas.

Segundo ela, a cela utilizada pelos presos que fugiram de Alcaçuz no dia 31 de julho havia passado pela última vistoria sete dias antes da fuga.

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Para o sindicato, a combinação entre baixo efetivo, dificuldades nas inspeções e problemas relacionados ao controle das unidades prisionais contribuiu para o cenário que possibilitou a fuga de 11 detentos.

A entidade afirma ainda que vem alertando sobre as condições do sistema prisional potiguar desde 2023 e levou a situação ao conhecimento da 1ª Vara Regional de Execução Penal.

O cenário reacende a discussão sobre a estrutura do sistema penitenciário do RN e a capacidade do Estado de manter o controle e a segurança dentro das unidades prisionais.