O fechamento do câmbio nesta sexta-feira, 30, trouxe um alívio para o dólar, que encerrou a sessão cotado a R$ 5,446, após uma valorização de 1,09%. Essa alta representa um crescimento de 9,15% ao longo da semana, a maior variação desde a crise financeira global de 2008. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda de 0,75%, alcançando 167.921,80 pontos.
Os movimentos recentes no mercado financeiro refletem a reação dos investidores diante da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das incertezas sobre a política fiscal do país. A pressão sobre o real foi intensificada pela volatilidade no cenário internacional, especialmente com a desvalorização de ações de empresas de tecnologia. O mês de outubro, no geral, também foi desafiador, com o dólar subindo 5,27% e o Ibovespa caindo 9,88%.
O dólar atingiu uma máxima de R$ 5,463 durante o dia, antes de uma leve correção. A pressão cambial foi amplificada pela reavaliação dos investidores a respeito das diretrizes econômicas do novo governo e pela necessidade de proteção cambial antes do feriado prolongado de Finados. O ambiente internacional, marcado por turbulências nas ações de tecnologia, também contribuiu para o movimento de alta da moeda americana.
O desempenho do Ibovespa, que já acumula cinco quedas consecutivas, é o pior desde março de 2020, com uma desvalorização total de 18,12% na semana. A saída de capital estrangeiro, que somou quase R$ 7,6 bilhões nos primeiros dias da semana, e o acionamento do circuit breaker após a reeleição de Lula evidenciam o clima de incerteza no mercado. Enquanto isso, o índice S&P 500 em Nova York, referência para o mercado americano, fechou com uma queda de 1,82%, refletindo a cautela em relação às empresas de tecnologia e às expectativas sobre a inflação global.