A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que lidera a equipe jurídica do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), anunciou nesta quinta-feira (22) que a campanha só tornará públicos os dados bancários, fiscais e telefônicos do senador após a análise dos documentos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em uma coletiva de imprensa na sede do TSE, ela destacou que a campanha de Flávio aceita a proposta de abrir os sigilos, mas quer garantir que as informações fornecidas pelo adversário cumpram as condições previamente acordadas. O compromisso de divulgação surgiu após um desafio de Lula durante um debate no último domingo (18), onde ele sugeriu que ambos os candidatos disponibilizassem informações que estão sob sigilo.
Maria Claudia explicou que a equipe de Flávio não se limitará a informações dos últimos oito anos, pedindo que dados desde 2003, ano em que Lula assumiu a presidência, também sejam incluídos. Além disso, foram solicitadas informações sobre cartões corporativos e registros de visitas aos palácios presidenciais, ampliando o escopo das exigências.
“Absolutamente tudo que foi pedido pela campanha de Lula será apresentado”, garantiu a advogada, enfatizando que a divulgação será feita após a devida verificação dos documentos de Lula. Para auxiliar nessa análise, a equipe jurídica de Flávio contratou o ex-procurador Deltan Dallagnol, senador eleito pelo Novo-PR.
Nesta quinta, representantes da campanha de Lula compareceram ao TSE para apresentar autorizações para a abertura dos sigilos do presidente, da primeira-dama Rosângela Lula da Silva e dos filhos do casal. A proposta de Lula inclui a divulgação de informações confidenciais, condicionada a ações equivalentes por Flávio e seus familiares. Apesar de um entendimento entre as campanhas sobre as condições de abertura, os documentos ainda não foram divulgados, e a efetivação da abertura dos sigilos depende de trâmites judiciais.