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Ex-secretário de Saúde sugere envolvimento de Álvaro e filho em esquema de respiradores

George Antunes levanta suspeitas sobre a compra de respiradores em investigação da Operação Rebotalho, envolvendo o ex-prefeito de Natal.

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Ex-secretário de Saúde de Natal levanta suspeita sobre Álvaro e filho: “Deve ter esse povo todo envolvido”

George Antunes, ex-secretário de Saúde de Natal, fez declarações que levantam a suspeita sobre a participação do ex-prefeito Álvaro Dias e seu filho, o deputado estadual Adjuto Dias, na compra controversa de respiradores durante a pandemia. Em uma gravação interceptada pela Polícia Federal em julho de 2021, Antunes indicou que o adjunto envolvido na negociação era da confiança dos dois, mencionando que “deve ter esse povo todo envolvido”.

Na conversa, que ocorreu enquanto Antunes ainda estava à frente da Secretaria Municipal de Saúde, ele se referiu ao atual candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, e ao deputado Adjuto como “Prefeito” e “filho do Prefeito”. Antunes expressou sua desconfiança em relação ao adjunto Vinícius Capuxu de Medeiros, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal, afirmando que ele não era de sua confiança, mas sim da confiança de Álvaro e de seu filho.

Antunes também sugeriu que, caso alguém investigasse a fundo, encontraria todos os envolvidos, incluindo o filho do prefeito, que estava se preparando para se candidatar a deputado. É importante destacar que esta afirmação reflete uma hipótese levantada por Antunes e não uma conclusão das investigações em curso sobre Álvaro ou Adjuto. A compra dos respiradores, que gerou a investigação, envolve a aquisição de 20 unidades usadas, totalizando R$ 2,16 milhões, realizada sem licitação em 2020, quando a pandemia de Covid-19 estava em seu auge.

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O Ministério Público Federal apontou que essa negociação resultou em um prejuízo estimado de pelo menos R$ 1.433.340 aos cofres públicos, com a acusação de que aproximadamente 66% do valor gasto representaria dano ao erário. A defesa, no entanto, contesta esses números, alegando que não há evidência de que Álvaro ou seu filho tenham recebido quantias de forma ilícita. A Operação Rebotalho, deflagrada em julho de 2021, trouxe à tona uma série de investigações que incluem buscas e interceptações telefônicas, revelando conversas em que Antunes expressava suas preocupações sobre a compra e a má reputação que isso traria à sua gestão.

Durante a conversa, o ex-secretário também relatou que hesitou em autorizar a compra dos respiradores, expressando sua preocupação sobre a idoneidade da empresa fornecedora e a qualidade dos equipamentos. Apesar de suas reservas, Antunes acabou permitindo a aquisição, baseado na justificativa do adjunto sobre a escassez de opções no mercado. Ele lamentou a situação, afirmando que a política estava interferindo negativamente em sua administração e comprometendo a imagem da Secretaria de Saúde. Além disso, Antunes mencionou que não tinha certeza se havia realmente dificuldades na compra ou se havia interesses escusos envolvidos, mas reafirmou que não poderia julgar o adjunto sem provas concretas.

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As investigações continuam, com o MPF questionando a legalidade da contratação e a situação dos respiradores adquiridos, sendo que alguns deles foram devolvidos por inadequação ao atendimento médico. A ação penal resultante envolve o adjunto Vinícius e o empresário responsável pela fornecedora, mas não inclui Álvaro e Adjuto na lista de réus. A defesa de Álvaro refutou as acusações, afirmando que as comparações de preços desconsideravam fatores relevantes e que os respiradores foram utilizados no tratamento de pacientes.

Com informações de Agora RN